Política do salário mínimo prejudica os mais pobres

Por Roberto Lacerda Barricelli (publicado originalmente no site robertolbarricelli1.wordpress.com)

 

Quero antecipar que este não é um artigo emocional, para agradar ninguém, tão pouco para aliciar os mais pobres a alguma “causa”. Nele exponho uma realidade lógica e racional.

A política do salário mínimo prejudica os mais pobres e menos qualificados, pois impede que estes aceitem empregos com salários menores, mas que lhe proporcionaria a entrada no mercado de trabalho e a obtenção de experiência profissional, logo, valorizando sua mão de obra e possibilitando o crescimento profissional.

O Estado ao definir um salário mínimo obriga os empresários a pagarem ao menos o valor X (R$678,00) ao funcionário independente do valor real de sua mão de obra, logo, tais empresários contratarão apenas aqueles funcionários que forem “merecedores” de tal remuneração “mínima”. Esse processo óbvio e natural de mercado excluirá os menos qualificados e experientes.

Os jovens são os mais prejudicados e sabendo disso o governo criou o tal do “Jovem Aprendiz” para possibilitar ao jovem a obtenção de experiência através de um emprego com remuneração inferior, porém “compatível”. Contudo, ocorre que esse jovem também possui baixa qualificação e a categoria criada possui uma remuneração mínima, o que novamente exclui os mais pobres e menos qualificados/experientes.

Para “consertar” isso criaram o ProJovem, que proporcionaria a qualificação necessária para valorizar a mão de obra de jovens até 29 anos, principalmente aqueles aptos ao Jovem Aprendiz. Porém, os cursos são de baixa qualidade e pouco procurados pelo mercado de trabalho.

A realidade e a seguinte. A política do salário mínimo inibe a contratação de pessoas menos qualificadas e/ou menos experientes, pois contratá-las geraria prejuízo ao empresário, que seria obrigado a pagar mais do que vale a mão de obra.

A abolição imediata do salário mínimo possibilitará que os excluídos se insiram no mercado de trabalho, inicialmente ganhando menos que os R$678,00 estabelecidos atualmente, mas essa inserção possibilitará a obtenção de experiência e a capacidade de investir (mesmo que pouco) na própria qualificação, ou no mínino investir tempo em estudar por conta, buscando a valorização.

Após adquirir experiência e iniciar a qualificação, o indivíduo outrora excluído poderá valer-se da valorização de sua mão de obra e conseguir um emprego que pague melhor, que levará a obtenção de mais experiência, aumento da capacidade de investir na própria qualificação e mais valorização de sua mão de obra. É um ciclo virtuoso.

O salário mínimo não ajuda os pobres, aumentando-lhes os ganhos, pois para compensar os investimentos o empresário terá que obter determinados resultados e a exigência será maior. Além disso, aumenta o desemprego entre os mais jovens, os mais pobres, menos qualificados e menos experientes.

Um ambiente que permita a ascensão social e econômica através do próprio trabalho é o mais justo e menos “desigual”, sendo possível apenas em um Livre Mercado, ou seja, sem intervenção estatal, principalmente nas relações empregatícias.

Manter a existência do salário mínimo, com aumentos anuais para piorar, ajudará a marginalizar ainda mais o cidadão que quer e precisa trabalhar, mas possui pouca qualificação e experiência. Esse indivíduo busca uma oportunidade de mostrar sua capacidade e ascender profissionalmente, sendo essa oportunidade tolhida pelo Estado, com suas leis intervencionistas sufocantes e falsas boas intenções.

A melhor forma de beneficiar o mais pobre é deixar que o mercado lhe proporcione meios de através do próprio esforço ascender profissionalmente e socialmente, para que as próximas gerações sejam mais bem preparadas por esses trabalhadores com maior poder aquisitivo para investir na educação e qualificação de seus filhos.

Sempre haverá desigualdade, pois nenhum ser humano é igual ao outro, mas é possível diminuir consideravelmente a miséria através da concessão ao indivíduo de sua própria liberdade, seja para empreender, criar, associar-se, etc.

Enquanto o Estado babá determinar quanto devemos ganhar, ou quanto as empresas devem pagar a seus funcionários, acabando com a liberdade nas relações empregatícias, a marginalização do miserável não cessara e os jovens terão a cada dia mais dificuldade para construir um mundo próspero no amanhã.

Fora, que enquanto o Estado aumenta o salário mínimo, a inflação repõe tal aumento, que no fim, não saiu de um empate. Isso deixa os mais pobres, menos qualificados e experientes, que estão desempregados, tendo que pagar mais por produtos e serviços, sendo que a dificuldade para obter um emprego aumentou e seus rendimentos continuam perto de R$0,00.

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