Chiliques dos aecistas são totalmente antiliberais

keep-calm-and-chega-de-mimimi-4A democracia tem uma série de falhas. O primeiro é ser um sistema do tipo “the winner takes it all”, ou seja, quem tem a maioria, mesmo que mínima, passa a poder governar todos os eleitores. Em outras palavras, se 50,01% dos votos válidos vão para determinado grupo político, toda a sociedade tem que se render às políticas dos vencedores.

Contudo, como vivemos em sociedade, e a maioria da população não é simpática à ideia do autogoverno e do anarquismo, o sistema democrático acaba sendo uma opção melhor do que viver em guerra entre grupos opositores. Para aqueles que não se conformam e querem lutar por uma alternativa, eu sugiro dar uma olhada na empreitada de Patri Friedman, que vem investindo no seasteading, que é a construção de plataformas para criar cidades “libertárias” e flutuantes no mar.

Nesse contexto, aqueles que se candidatam para concorrer a algum cargo em uma eleição aceitam as regras estabelecidas. Entre elas, aceitar que o candidato mais votado será eleito, independente do tamanho da diferença entre os concorrentes. Dessa forma, a reação de parte dos apoiadores de Aécio Neves, dando chilique e destilando racismo e bairrismo, é algo um tanto patético e antiliberal. Vale sempre lembrar que um dos primados do Liberalismo é o respeito aos contratos.

Não ignoro de forma alguma que processos eleitorais fomentam a polarização e a divisão da sociedade. No fundo, todos acabam votando tendo em vista suas preferências e interesses pessoais. Nesse ambiente, o voto do cara que não quer perder o Bolsa Família tem o mesmo peso do do cara que quer dólar baixo para viajar para o exterior. Não se pode estabelecer uma hierarquia de qualidade dos interesses dos eleitores.

A solução para essa situação não é maldizer quem votou no adversário do seu preferido. O objetivo de todo liberal deve ser fortalecer redes privadas de assistência social (doando dinheiro e sendo voluntário, criando instituições para ajudar os mais necessitados, investindo em negócios sociais etc) e lutando contra o capitalismo de compadres que fomenta relações incestuosas entre políticos e grandes empresas e especuladores internacionais. Só  fortalecendo e dando escala a iniciativas voluntárias e privadas é que será possível reduzir a influência do estado e dos burocratas sobre a vida de todos.

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