Voto Libertário – eleições realmente importam?

VOTEPor Joshua Ammons

Libertários americanos geralmente discutem sobre apoiar um terceiro partido ou apoiar candidatos simpáticos às ideias de liberdade nos principais partidos. Ambas as posições têm seus benefícios. O Partido Libertário provou ser desorganizado e fraco na arregimentação de votos,o que torna improvável que ganhe uma eleição majoritária. Dito isto, eles oferecem uma voz para os eleitores privados de direitos que se sentem alienados pelo sistema bipartidário. O Partido Republicano é um grande partido com um histórico comprovado, e eles possuem mandatos na atual legislatura.

A partir de uma abordagem puramente pragmática, minha aposta seria a de que o Partido Republicano tem uma melhor chance de diminuir o poder do estado do que o Partido Libertário ou que anarquistas extremistas.

A questão da concessão ainda pesa sobre os corações e mentes das amantes da liberdade. Se votarmos em um indivíduo a quem nos opomos, não estamos sinalizando para os burocratas que aprovamos suas ações? Se você discorda, considere que um ditado comum depois de uma eleição é “os eleitores escolheram”. Mesmo que você esteja simplesmente votando contra o candidato pior, os governantes pensam que você votou neles. Nesse caso, eles acreditam que têm seu consentimento para governar.

O argumento recorrente é que não deveríamos apoiar Rand Paul, por exemplo, devido à sua política externa ou à sua posição fraca sobre a legalização das drogas . Gary Johnson pode ser mais ideologicamente alinhado conosco, e, portanto, deveríamos votar nele. Eu simpatizo com este argumento, mas não tenho certeza se essa faria muito diferença em relação ao objetivo de alcançar uma mudança social.

Henry David Thoreau escreveu uma vez, “Importa menos o nome que eu colocar na urna no dia da eleição do que o tipo de homem que eu sou na rua todos os dias”. Os libertários são muitas vezes criticado como haters, isolacionistas, e também demasiado impulsionados ideologicamente por praticidade. Essas acusações, embora ofensivas, podem ter um fundo de verdade. Se queremos ver a liberdade triunfar em nosso tempo, então temos que popularizar as ideias da liberdade, por todos os meios que forem necessários. Isso pode incluir: a) indicação de candidatos próprios para educar os eleitores; b) ampliar o alcance na academia; c) avançar na presença nos meios de comunicação; e d) conversar com amigos sobre as ideias da liberdade. O ponto é que, nesses debates, precisamos praticar a civilidade, humildade e manter uma mente aberta.

Muitas vezes as pessoas esquecem o que você diz, mas eles nunca esquecerão como você as fez sentir. Precisamos ser receptivos com pessoas de todas as origens que acreditem na liberdade, mesmo se eles não concordam sobre as questões específicas. Isso não quer dizer que não há lugar para o debate. Debates são muito úteis para refinar ideias e incentivar as pessoas a adotar uma filosofia da liberdade. Tenha sempre em mente que o seus “opositores” têm pontos em comum com você, e que é mais fácil trazer alguém para sua direção se você demonstrar amor e tolerância.

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