Obama e sua desastrosa guerra contra o Estado Islâmico na Síria

Barack-ObamaPor Alice Salles

Nos Estados Unidos, o debate sobre os ataques contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria continua a colocar uma minoria de conservadores e muitos liberais contra os progressistas que, ainda que silenciosamente ou não, apoiam o presidente Obama.

Presidente e o Candidato: A Mesma Pessoa?

Recentemente, um relatório revelado pelo site de notícias do Yahoo mostrou que a administração do presidente Obama tem falhado em seguir à risca seus próprios padrões em relação às mortes de civis inocentes durante os bombardeios contra o Estado Islâmico. Para muitos, a falta de cuidado em relação aos padrões que diferenciavam a administração do Obama da administração do presidente George W. Bush mostra o quanto o presidente atual se distanciou do que ele havia garantido ser seu ponto forte durante a sua campanha presidencial.

Enquanto candidato, Obama usou o seu posicionamento contra a expansão de poderes executivos executada durante a gestão Bush para fazer com que o público americano acreditasse que ele era diferente do republicano.

Como a Administração Obama Burla o Sistema

De acordo com os padrões oficiais, comandantes podem apenas atacar usando drones quando eles têm certeza, ou quase certeza, de que a região sendo atacada não é povoada por civis que poderiam se machucar ou até serem mortos pelos bombardeios. O guia de conduta das forças armadas também exige que, tal padrão só possa ser posto em prática em áreas que se encontram fora de regiões de hostilidade. O termo “região de hostilidades” é o suficiente para a atual administração burlar suas próprias normas de conduta.

Por conta de um termo técnico, Obama está liberado para coordenar ataques aéreos contra qualquer um na Síria.

Ao afirmar que a totalidade do território sírio é uma região de hostilidade, os ataques são liberados e a observação legal que permitiria a conservação de bombardeios para poupar as vidas de civis desarmados e inocentes é revogada.

Desrespeito Aos Padrões De Engajamento Resultam Em Mortes

Durante um dos bombardeios realizados pelos EUA, um míssil Tomahawk atacou uma vila em Kafr Daryan na província de Idlib da Síria onde dezenas de mulheres e crianças pequenas viviam. De acordo com rebeldes sírios, a vila também servia como reduto de militantes do grupo Jabhat al-Nusra que é também ligado ao al Qaeda. Durante o ataque, os EUA acabaram fazendo pelo menos 12 vítimas que não eram militantes. A maior parte deles eram mulheres e crianças.

Seria a Guerra Contra o ISIS Uma Desculpa Para Atacar o AL Qaeda?

Quando questionados sobre o ataque, a Casa Branca alegou que o míssil teria atacado um grupo chamado Khorasan que, até então, nunca havia existido. De acordo com o Washington Post, Khorasan é simplesmente o nome de uma província no Irã onde militantes do al Qaeda vivem.

Por volta de um ano atrás, Jabhat al-Nusra teria recebido treinamento e armamentos dos Estados Unidos mesmo sem a autorização do congresso enquanto Obama tentava convencer os deputados a autorizar o envio de apoio às forças rebeldes que lutavam contra Bashar al-Assad na Síria. Justin Amash e Thomas Massie, os dois principais críticos das políticas intervencionistas do presidente Obama dentro do congresso, escreveram emendas de leis que impediam que rebeldes fossem agraciados com material e treinamento americano. A atual campanha em favor dos rebeldes que agora se intensificou com o surgimento do Estado Islâmico fez com que Obama finalmente conseguisse o que queria: maior poder para enviar mais armamento e treinamento para os rebeldes.

ISIS Usa Armas Fabricadas nos EUA

Diante de resultados de estudos recentes, a maior parte da munição usada pelo Estado Islâmico vem  dos Estados Unidos. De acordo com o Instituto de Pesquisa de Conflitos Armados (Conflict Armament Research), a campanha de armamento realizada pelo presidente Obama no ano passado pode ter criado um mercado negro onde rebeldes sírios lutando contra o Assad podem ter vendido ou trocado materiais com militantes do Estado Islâmico.

De acordo com a pesquisa, um maior envolvimento dos Estados Unidos nesse conflito pode acabar fazendo com que o Estado Islâmico se fortaleça na região por dois motivos principais: o armamento dos rebeldes, e o maior número de convictos que, observando os ataques dos EUA contra rebeldes, vão querer se juntar ao Estado Islâmico para conquistar maiores partes do Médio Oriente.

Thanks, Obama!

 

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