Happy Birthday Ayn Rand

Ayn RandÉ impossível falar em liberdade individual sem falar em Ayn Rand.

Sua leitura é uma transfusão de ânimo para todos que lutam contra a mediocridade, a hipocrisia, que ainda se indignam com a política e aqueles que buscam realizar seus sonhos de forma racional e existir verdadeiramente.

Em seus livros encontramos valores como trabalho produtivo, amor com admiração, racionalidade com emoção, individualismo com amizade, felicidade sem culpa.

“Rand explicava as coisas com uma clareza fora do comum. Escreveu, por exemplo: “Qual é o princípio básico, essencial, crucial, que diferencia a liberdade da escravidão? É o princípio da ação voluntária versus a coerção física ou por ameaças… A questão não é a escravidão por uma ‘boa’ causa versus a escravidão por uma causa ‘ruim’; a questão não é a ditadura de uma gangue ‘boa’ contra a ditadura de uma gangue ‘má’. A questão é liberdade versus ditadura… Se defendemos a liberdade, devemos defender os direitos individuais do homem; se defendemos os direitos individuais do homem, devemos defender seu direito à sua própria vida, à sua própria liberdade, e à busca de sua própria felicidade… Sem direitos de propriedade, nenhum outro direito é possível. Uma vez que o homem precisa sustentar sua vida através de seu próprio trabalho, o homem que não tem direito ao produto de seu trabalho não tem meios de sustentar sua vida.” E ela discordava dos defensores da liberdade que esperavam ganhar influência apenas com a economia de mercado: “A maioria das pessoas sabe, de uma forma vaga e incômoda, que há algo de errado com a teoria econômica marxista… A raiz da tragédia moderna é filosófica e moral. As pessoas não estão aderindo ao coletivismo porque aceitaram a má teoria econômica, elas estão aceitando a má teoria econômica porque aderiram ao coletivismo.” Cato Institute.

Para celebrar os 110 anos de seu nascimento, deixo 3 trechos de 3 livros que tiveram grande influência em minha vida, e para que possam também ser conhecidos por outras pessoas que assim como eu acredita que, o mais depravado dos seres humanos é aquele que não têm objetivos.

The Fountainhead

“O homem que tenta viver pelos outros é um dependente. Ele é um parasita na motivação e torna os que ele serve parasitas também. O relacionamento produz nada além de corrupção mútua. É impossível em conceito. A aproximação mais próxima a isso na realidade – o homem que vive para servir outros – é escravidão. Se escravidão física é repulsiva, quão mais repulsiva é o conceito de servilidade do espírito? O escravo conquistado tem um vestígio de honra. Ele tem o mérito de ter resistido e de considerar sua má condição. Mas o homem que escraviza a si mesmo voluntariamente em nome de amor é a criatura mais baixa. Ele degrada a dignidade do homem e ele degrada o conceito de amor. Mas essa é a essência do altruísmo.

Os homens foram ensinados que a maior virtude não é conquistar, mas dar. No entanto, não se pode dar aquilo que não foi criado. Criação vem antes da distribuição ou não haverá nada para distribuir. A necessidade do criador vem antes da necessidade de qualquer beneficiário possível. No entanto, somos ensinados a admirar a mão secundária que distribui presentes que não produziu acima do homem que fez os presentes possíveis. Louvamos um ato de caridade. Nos revoltamos com um ato de conquista.

Os homens foram ensinados que sua primeira preocupação é aliviar o sofrimento dos outros. Mas o sofrimento é uma doença. Se esbarrar com isso, tenta dar uma ajuda e assistência. Para fazer com que o maior teste da virtude seja fazer sofrimento a parte mais importante da vida. Então o homem tem desejo de ver os outros sofrerem, a fim de que ele possa ser virtuoso. Essa é a natureza do altruísmo. O criador não está preocupado com a doença, mas com a vida. No entanto, o trabalho dos criadores eliminaram uma forma de doença após a outra, no corpo e espírito do homem, e trouxe mais alívio no sofrimento do que qualquer altruísta poderia conceber.

Os homens foram ensinados que é uma virtude concordar com os outros. Mas o criador é o homem que discorda. Os homens foram ensinados que é uma virtude nadar com a corrente. Mas o criador é o homem que vai contra a corrente. Os homens foram ensinados que é uma virtude estarem juntos. Mas o criador é o homem que está sozinho.

Os homens foram ensinados que o ego é o sinônimo do mal, e altruísmo o ideal de virtude. Mas o criador é o egoísta no sentido absoluto, e o homem altruísta é aquele que não pensa, sente, julga ou age. Estas são funções do ego.”  Íntegra do discurso aqui em : Fountainhead Speech

Ayn Rand estante

A REVOLTA DE ATLAS

” Parei quando a medicina foi colocada sob controle estatal há alguns anos – contou o Dr. Hendricks. – A senhorita imagina o que é preciso saber para operar um cérebro? Sabe o tipo de especialização que isso requer, os anos de dedicação apaixonada, implacável, absoluta para atingi-la? Foi isso que me recusei a colocar à disposição de homens cuja única qualificação para mandar em mim era sua capacidade de vomitar as generalidades fraudulentas graças às quais conseguiram se eleger para cargos que lhes conferem o privilégio de impor sua vontade pela força das armas.

Não deixei que determinassem o objetivo ao qual eu dedicara meus anos de formação, nem as condições sob as quais eu trabalharia, nem a escolha de pacientes, nem o valor de minha remuneração. Observei que, em todas as discussões que precediam a escravização da medicina, tudo se discutia, menos os desejos dos médicos. As pessoas só se preocupavam com o “bem-estar” dos pacientes, sem pensar naqueles que o proporcionavam.

A ideia de que os médicos teriam direitos, desejos e opiniões em relação à questão era considerada egoísta e irrelevante. Não cabe a eles opinar, diziam, e sim apenas “servir”. Que um homem disposto a trabalhar sob compulsão é um irracional perigoso para trabalhar até mesmo num matadouro é coisa que jamais ocorreu àqueles que se propunham a ajudar os doentes tornando a vida impossível para os sãos.

Muitas vezes me espanto diante da presunção com que as pessoas afirmam seu direito de me escravizar, controlar meu trabalho, dobrar minha vontade, violar minha consciência e sufocar minha mente – o que elas vão esperar de mim quando eu as estiver operando? O código moral delas lhes ensinou que vale a pena confiar na virtude de suas vítimas. Pois é essa virtude que eu agora lhes nego.

Que elas descubram o tipo de médico que o sistema delas vai produzir. Que descubram, nas salas de operação e nas enfermarias, que não é seguro confiar suas vidas às mãos de um homem cuja vida elas sufocaram. Não é seguro se ele é o tipo de homem que se ressente disso – e é menos seguro ainda se ele é o tipo de homem que não se ressente.”

“Dificilmente uma obra irá colocar de forma tão clara e transparente o conflito entre o Estado e a iniciativa privada, uma realidade ainda atual em muitas sociedades. Em seu esforço de empreender, gerar empregos e produção, o empresário se depara com um Estado burocrático que limita suas ações. Várias obras históricas retratam essa mesma temática, mas somente o texto primoroso de Ayn Rand destaca o sofrimento humano gerado por todo este processo.” – Jorge Gerdau Johannpeter – Presidente do Conselho de Administração da GERDAU

“A crise de 2007 e 2008 trouxe de volta a ameaça do Estado totalitário, controlador, pesado, burocrático e opressor. John Galt é a resposta a este leviatã. A longo prazo é o capitalismo que proporcionará mais riqueza e bem-estar.” – Salim Mattar Presidente do Conselho de Administração e CEO da Localiza Rent a Car S/A

A VIRTUDE DO EGOÍSMO

    • A pergunta “a vida não requer um pacto?” é geralmente feita por aqueles que falham ao diferenciar um princípio básico e algum  desejo específico concreto.
      (…) A desculpa dada em todos os casos do gênero é que o “pacto” é apenas temporário, e que a integridade pessoal será recompensada em algum futuro indeterminado. Mas não se pode corrigir a irracionalidade de um marido ou esposa submetendo-se a ela e encorajando-a a crescer. O indivíduo não pode alcançar a vitória de suas ideias ajudando a propagar as opostas às suas. Não se pode oferecer uma obra prima literária, quando se ficou rico e famoso, para um círculo de leitores que se conquistou escrevendo lixo. Se se achou difícil manter lealdade às próprias convicções iniciais, uma sucessão de traições – que ajudaram aumentar o poder daquilo nocivo que ele não teve coragem para combater não tornará a tarefa mais fácil depois, pelo contrário, a fará virtualmente impossível. NÃO PODE HAVER PACTOS COM PRINCÍPIOS MORAIS. ” Em qualquer pacto entre comida e veneno, somente a morte pode vencer. Em qualquer pacto entre o bem e o mal, somente o mal pode lucrar” (Quem é John Galt). Então você fica tentando perguntar : A vida não exige um pacto? Traduza a pergunta o seu real significado: “A vida não exige a reação daquilo que é verdadeiro e bom ante o falso e o mau? A resposta é exatamente isto que a vida proíbe – se alguém deseja conquistar nada mais do que uma extensão de anos torturantes gastos em autodestruição progressiva.” 
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